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13/02/2020

2020 EM NOSSAS MÃOS

Prof. Tales de Sá Cavalcante

O Povo. 13/02/2020 (quinta-feira).
tales@fariasbrito.com.br

2020 é um ano decisivo para os americanos, que estão prestes a eleger seu próximo presidente. Por aqui, também votaremos. Haverá eleições municipais num momento em que muita gente permanece sem acreditar na maioria dos políticos e nas soluções para os problemas sociais a eles confiadas.

2020 começou com o temor de que o novo coronavírus desembarcasse em terras brasileiras, enquanto quatro tipos de dengue, além da chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti, não foram erradicados. Os médicos alertam para o crescente número de mortes relacionadas à doença e que, no Brasil, devem-se tomar os cuidados necessários com o coronavírus, porém muito mais preocupante é a dengue.

2020 pode ser muito melhor para o Brasil. Em palestra recente, o jornalista Alexandre Garcia propôs um exercício imaginativo: “Digamos que seja possível trocar de população com o Japão. Que se transferissem 210 milhões de brasileiros para o arquipélago japonês e trouxéssemos os 153 milhões de japoneses para o ‘continente’ brasileiro. E esperássemos 10 anos para ver o que aconteceria aqui. Lá eu não quero pensar. Sem riqueza mineral, com vulcões, tsunami, duas bombas atômicas. Aqui com essa extensão do solo, com esse regime de chuvas, com esse sol, com esse litoral, com esse subsolo, com esse clima, alguém teria dúvida de que os japoneses transformariam isso aqui em primeira potência do mundo em 10 anos?”

Diretores de escolas filiadas ao PEA-Unesco, entre os quais este articulista, estivemos no Japão a visitar estabelecimentos de ensino e observamos, entre outras, as diferenças na Educação, nos hábitos, no aspecto moral e na disciplina do cidadão nipônico. Os japoneses não nascem superiores aos brasileiros. Apenas, eles se tornam, ao longo do tempo, melhores por receberem uma formação que sobrepuja a nossa.

2020 pode ser o ano do basta. Porque está em nossas mãos eleger quem priorizar a Educação, assim como está em nossas mãos agir para proteger do Aedes aegypti nossa família e os vizinhos.

Tudo depende das nossas mãos. Que elas impeçam a dengue e apertem as teclas certas nas urnas eletrônicas.

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